Entre Anjos e Demônios

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 Um conto das Colinas Silenciosas - Part II: Pela Escuridão - Jean Dasnoy

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Kamuriel
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MensagemAssunto: Um conto das Colinas Silenciosas - Part II: Pela Escuridão - Jean Dasnoy   Dom Jul 23, 2017 5:38 pm

O sol estava brilhante no céu, era dia 06 de Junho, e isso significava:




Férias da Faculdade!


Não há melhor momento na vida de um universitário que deu duro nas provas do final do semestre e que agora poderiam curtir semanas de férias na Carolina do Norte em praias, bares, baladas, sem esquecer as madrugadas dos sagrados jogos eletrônicos que não podiam faltar.

Estavam no Sedan 2010 de Angelo junto com Beef e Izbu. Havia quase uma tonelada de cerveja no porta malas, junto com todas as suas coisas e algumas outras malas que tiveram de levar consigo na frente. Aquelas eram férias planejadas pelo quarteto desde o começo daquele semestre. No começo, Izbu começou a falar de trazer sua nova namorada Alysson, mas todo o grupo protestou porque apesar de ser muito gostosa Alysson era um atraso na diversão de tão fresca e chata, apenas Izbu não via isso, estava muito cego pelo bom sexo para ver a verdade: Que Alysson era um pé no saco.

A estrada estava vazia e era 15:30. Estavam jogando muita conversa fora, escutando várias musicas, cantando desafinadamente e de forma gritante com Brian Johnson, as vezes Angelo, ou Beef tacavam o "embromation" porque não sabiam algumas partes da letra da música e aí qualquer porcaria dentro do ritmo servia pra entrar na diversão.

No meio do caminho, Beef atirou uma lata de cerveja que havia pego antes da hora pela janela ao lado, deu um enorme arroto, o arroto realmente foi impressionante, digno de um rugido de monstro logo deu um grito:

Beef: - WUUUUUUUUU!!! EU SOU O REI!!!

Angelo: - AÊ Ô SEU CARALHO, NÃO EMPORCALHA MEU CARRO NÃO.

Beef: - Eu vou é emporcalhar com o mijão que to querendo soltar se você não der uma parada.

Izbu que estava com o celular na mão, provavelmente vendo o caminho dizia:

Izbu: - Segura essa merda aí, seu pela saco, tem uma lanchonete a uns cinco minutos daqui, a gente já enche o bucho e usa o banheiro.

Angelo: - Eu tô de boa, cês tão com fome?

Beef: - Eu to com fome, bora, eu aguento até lá!


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Última edição por Kamuriel em Qui Out 19, 2017 12:04 am, editado 2 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Um conto das Colinas Silenciosas - Part II: Pela Escuridão - Jean Dasnoy   Seg Jul 24, 2017 11:27 am

Os amigos tinham combinado essa viagem a algum tempo e estavam muito eufóricos. Izbu controlava o caminho, Angelo dirigia, Beef parecia um lunatico como sempre e Jean zoava e dava risada. Além das bebidas, eles viajavam escutando tudo aquilo que a musica lhes oferecia de bom. Disturbed, Ramstein, Fear factory, Audioslave, Creed, Linkin Park, Slipknot, Korn, dentre outros.

Beef, que também era apelidado de Bomba, Abel e Chacal (ninguém sabia o porque de tantos apelidos, apenas aceitavam e curtiam a zuera) era o que mais estava curtindo a estrada. Todos cantavam as musicas e Jean sempre tirava uma air guitar e air drums. Estava tudo bom demais.

Como ja era de se esperar, Bomba soltou um baita arroto no carro e a gritaria se instalou.

Beef: - WUUUUUUUUU!!! EU SOU O REI!!!

Jean: - AOOOOOOO FELADAPUTA. HUAHUAHUAHUA

Angelo: - AÊ Ô SEU CARALHO, NÃO EMPORCALHA MEU CARRO NÃO.

Beef: - Eu vou é emporcalhar com o mijão que to querendo soltar se você não der uma parada.

Jean: - Fica queto ae seu rola mole du caraio! Segura essa piroquinha de bosta!

Izbu que estava com o celular na mão, provavelmente vendo o caminho dizia:

Izbu: - Segura essa merda aí, seu pela saco, tem uma lanchonete a uns cinco minutos daqui, a gente já enche o bucho e usa o banheiro.

Angelo: - Eu tô de boa, cês tão com fome?

Jean: - Boooooooora que eu e o Bomba vamos limpar a comida do lugar huahuahuahua

Beef: - Eu to com fome, bora, eu aguento até lá!

Assim continuaram o caminho até a lanchonete. Encher a pança, dar aquela mijada e seguir viagem.

Depois de alguns minutos de risadas e cantorias, chegaram na lanchonete. Bomba foi o primeiro a sair do carro.

Beef: - AAAAH, CARALHOOOO, KADE O BANHERO! AE JEAN, SE RU FOR NO BANHERO TBEM, PASSA LONGE DE MIM PORQUE VC SABE QUE AQUI O TREM É IMENSO.

Jean: - Ah é? Quer dizer que você é o kid bengala? Diz ae, tua piroca encosta no umbigo?

Beef: - Mas é claro que sim Porra! Acho que até passa hein!

Jean : - ENTÃO BOTA ELA PRA BAXO E INFIA NO TEU CU PORQUE A DISTANCIA É A MESMA, SUA BIXA DO CARALHO!

Izbu: - Huahuahuahuahua

Angelo: - kkkkkkkkkkkkkk

Beef: - Eu vou é enfiar ela no seu cu seu baitola.

Izbu: - Daki a pouco sai o filme, Bomba e Johnny Boga, fantasias anais.

Beef: - HUAHUAHUAHUA

Angelo: - Ae Jean, conhece a esponja erótica?

Izbu: - lá vem merda

Beef: - Esponja erótica? Opa, ensina ae!

Jean: - Eita caralha

Nesse momento, Angelo tira a camiseta, mostrando um torso sarado e extremamente peludo e de forma bem gesticulada, começa a ensinar a técnica.

Angelo: - Primeiro você passa bastante sabão, assim ó, pra deixar tudo bem ensaboado, depois você cola no seu macho e esfreeeeega e esfreeeeeega.

Angelo se aproximou de Jean, mechendo o corpo como se fosse uma serpente tarada e Jean deu um pulo.

Izbu: - Putz cara, huahuahua, que nojo!

Beef: - Que merda! Huahuahuahuahua! Se eu tivesse pelos eu ia fazer isso direto!

Jean: - Cara, ceis são tudo uns cu du carai! To com medo de viajar com vocês! São tudo viado! Fica falando em bunda de homem! Porra, só de imaginar aquele trem fidido, peludo e com aquelas porra pendurada, Bleargh.

Angelo: - Huahuahuahuahua

Beef: - Huahuahuahuahua

Izbu: - Huahuahuahuahua.

Os quatro amigos partiram então. Alguns para o banheiro e os outros para a lanchonete, para esperar os outros que estavam no banheiro.
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MensagemAssunto: Re: Um conto das Colinas Silenciosas - Part II: Pela Escuridão - Jean Dasnoy   Seg Jul 24, 2017 1:03 pm

Jean e Angelo foram para a lanchonete Mr. Popo da estrada enquanto Izbu e Beef seguiram para o banheiro que ficava em um anexo do lado de fora. O estacionamento da lanchonete era bem grande haviam muitos carros mas ainda estava longe de ser dificil achar uma vaga.

Adentrando na lanchonete Angelo e Jean viam que o local era bem grande, muitas pessoas estavam nas mesas com mobilia moderna, balcões com vários locais para se comer salgados variados e doces, cafeteriais, sucos e até mesmo se alguem quisesse almoçar ao invés de comer lanches havia um self-service à disposição.

O publico era bem variado, havia muitas vozes no lugar embora ainda fosse um local tranquilo, pessoas de todas as idades embora houvessem mais familias reunidas, provavelmente em viagem, como os universitários. Após Angelo e Jean escolherem um lugar e esperarem pouca coisa de um minuto, Izbu e Beef logo já chegavam, gastaram algum tempo confusos procurando a mesa dos amigos.

Angelo que acabaria por levantar a mão e gritar para os amigos.

- AQUI CARALHO!!!

Logo sem perceber que chamaria a atenção das pessoas e muitas delas teriam olhado feio.
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MensagemAssunto: Re: Um conto das Colinas Silenciosas - Part II: Pela Escuridão - Jean Dasnoy   Seg Jul 24, 2017 1:08 pm

Jean - Percepção + Prontidão

diff: 5

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MensagemAssunto: Re: Um conto das Colinas Silenciosas - Part II: Pela Escuridão - Jean Dasnoy   Seg Jul 24, 2017 1:18 pm

Com a falta de educação dos amigos chamando a atenção de todos, Jean logo de cara olhou em volta e acabou percebendo que havia chamado atenção não só do publico normal mas de uma policial rodoviária que estava de óculos escuros numa mesa a relativa distância e que passou a observar o grupo em silêncio.


Logo Izbu e Beef já se encaminhavam rapidamente pra mesa se sentando:

Izbu: - Ô seus filho da puta vamos comer o que???
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MensagemAssunto: Re: Um conto das Colinas Silenciosas - Part II: Pela Escuridão - Jean Dasnoy   Qua Jul 26, 2017 8:43 pm

Jean entra na lanchonete, que é razoavelmente grande. O local está bem cheio e Jean e Angelo precisaram pegar uma mesa mais ao fundo do restaurante. Pouco tempo depois Entram Bomba e Izbu, procurando por seus amigos e Angelo se prontofica.

Angelo: - AQUI CARALHO!!!

Beef e Izbu notaram então os seus amigos, assim como o restaurante todo. Jean ficou meio sem jeito mas Angelo quase não se abalou. Jean sabia que ele não é o tempo todo tão alucinado, mas quando tá com a macaca, pode esperar as porcariada.

Beef e Izbu sentam na mesa dando risada de Angelo, que não parece tão preocupado, já começa a perguntar o que vão comer. Enquanto discutem o tamanho da gula, Jean nota uma policial de olho na mesa. Ele espera um pouco e depois de chamar a atenção de seus amigos, fala em tom mais baixo.

Jean: - Ae seus filho da puta, pega leve ae porque tem uma policial de olho na gente. Esse cu du carai fica gritando feito um louco alucinado! Num consegue segurar o fogo no cu!
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MensagemAssunto: Re: Um conto das Colinas Silenciosas - Part II: Pela Escuridão - Jean Dasnoy   Sab Jul 29, 2017 12:12 pm

Beef e Izbu já haviam acabou de se sentar quando Jean os alertou da policial. Angelo imediatamente arregalou os olhos em abaixou um pouco a cabeça, como uma criança que tinha acabado de perceber que fez alguma merda.

- Ai meu caralho...

Izbu imediatamente disse:

- Cadê??

E abertamente começou a procurar a policial, mas tão logo começou a fazer Beef imediatamente deu um soco no braço do colega ao lado que imediatamente reagiu parando de dar tanto na telha.

- Para de ser vacilão, fica quieto.

Izbu soltou um "AU" imediatamente e esfregou o braço onde seu amigo tinha lhe socado e depois disse:

- De qualquer jeito eu vi ela, eu pegava!

Se Jean tentasse olhar novamente para a policial, veria que ela continuava os encarando sem a menor preocupação, apenas um adulto ficando de olho na molecada pra não arranjarem problemas. Angelo dizia:

- Olha eu não sei vocês, mas eu vou pegar o rangão mesmo.

Izbu: Mas você disse que não tava com tanta fome, caralho

Angelo: - E não to, mas o olho ta maior que a barriga e é bom prevenir da estrada.

Angelo já ia até o buffet de self service e Beef dizia:

- Eu vou pegar um lanche mesmo, to afim de comer besteira hoje.

Ele se levantava e ia até o balcão da área de lanchonete e apenas dizendo um "Eu também" Izbu seguia com ele.
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MensagemAssunto: Re: Um conto das Colinas Silenciosas - Part II: Pela Escuridão - Jean Dasnoy   Seg Jul 31, 2017 10:44 am

Jean só dá risada dos seus amigos, que são um bando de loucos. Claro que Jean também tem um que de alucinado, mas os caras exageram!

Logo todos eles começam a se levantar para se servir e Jean fica de olho neles e também admira um pouco a policial. Sozinha, de olho em todo mundo. Foi aí que bateu a idéia. Algumas vezes Jean se deixava levar pelos impulsos para arriscar situações únicas em sua vida. Como ia esperar seus amigos para segurar a mesa, Jean chama a garçonete, uma adolescente bem gatinha e sorridente que provavelmente tava ganhando uma graninha nas férias. Jean pede a ela dois refrigerantes e pede que ela entregue um deles para a policial junto com um bilhete.

Oi! Porque não vem se sentar com a gente? É sempre bom ter fom quem conversar.
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MensagemAssunto: Re: Um conto das Colinas Silenciosas - Part II: Pela Escuridão - Jean Dasnoy   Qui Ago 03, 2017 10:47 pm

Jean tentava algo realmente inesperado, ele era ousado mas sem deixar que uma certa elegância desse um tempero na situação. A garçonete que passava ali não era muito bonita, não dava para saber se ela precisava se arrumar melhor ou era impossível ser atraente com aqueles aventais de uniformes da lanchonete.

A garçonete pegava o bilhete de Jean e quando o mesmo diz a quem ele deveria ser destinado a garçonete parece se impressionar mas nada fala, ela apenas vai continuando servindo as mesas e pegando alguns pratos e quando passa pela policial ela entrega o bilhete à ela e aponta a direção de Jean, contando à ela quem enviara. A policial olha para Jean e infelizmente seus óculos escuros não deixavam que o universitário visse a reação da policial. A policial então fala alguma coisa para a garçonete que apenas assente e volta a seus afazeres. A policial agora não mais olhava para Jean, tinha virado prestando atenção em um caderno que tirava do bolso e anotava algo.

Angelo logo voltava com um prato de comida, não havia muito, mas também não permitia que o amigo passasse fome no caminho, ele dizia:

- Oh mano, vai lá pegar o seu rango.

Os outros dois ainda não tinham voltado.
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MensagemAssunto: Re: Um conto das Colinas Silenciosas - Part II: Pela Escuridão - Jean Dasnoy   Sex Ago 04, 2017 11:39 am

Jean acompanha a garçonete enquanto ela caminha pelo salão, aguardando ela entregar o bilhete para a oficial. Enquanto isso seus amigos se servem esfomeados com o que parece ser quilos de comida enquanto ficam conversando e tirando sarro um do outro.

Quando a policial recebe o bilhete, vira sua cabeça em direção a Jean mas o óculos escuro impossibilita que Jean a olhe nos olhos. A reação dela em seguida foi falar alguma coisa com a garçonete e depois começou a anotar alguma coisa em um caderno, no mesmo momento que Angelo retornava com seu prato de comida, liberando Jean para se servir. Jean estava com fome e estava em dúvida com relação ao fato de a policial ir se sentar com eles. Afinal de contas ela estava a serviço e provavelmente não podia se dar ao luxo.

Então Jean se levantou e foi em direção ao buffet para se servir. Olhou algumas vezes para a oficial no caminho até chegar perto de seus amigos e pegar um prato.

Jean: - Eae, tão morrendo de fome? Os pais de vocês num dão comida não? Tão comendo por quantos? Tão gravidos ou vão criar corcova de comida pro resto da viagem?

Dito isso Jean começa a se servir. Jean sempre teve um bom apetite e somado a fome que sentia, começou a fazer um prato com tamanho semelhante ao de seus amigos.

Jean: - E faz favor de pegar de leve com a comida seus animal, senão acaba e o pessoal vai ficar com fome, sem ter o que comer por conta de vocês, kkkkkkk.

Ao terminar de ae servir, Jean retorna para a sua mesa como se nada tivesse acontecido, se senta calmamente na mesa, que agora era a mesa mais silenciosa do restaurante e da uma ultima olhada para a policial, antes de começar a comer.
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MensagemAssunto: Re: Um conto das Colinas Silenciosas - Part II: Pela Escuridão - Jean Dasnoy   Sex Ago 04, 2017 1:09 pm

Quando Jean estava a caminho dos balcões da lanchonete próximo de seus amigos que já estavam recebendo o pedido ele olhava para a policial e via que a mesma garçonete entregava uma caderneta para a mesma, a policial se levantava, dava uma ultima olhada para Jean, mas não era possível ver como ela estaria reagindo mas a julgar pela sua boca, ainda estava séria, e assim ela saía de seu lugar indo para o que seria o caixa da lanchonete.

Jean começava a tirar sarro de seus amigos, algo natural, quando estava perto deles, eles podiam notar um garoto de uns 10 a 12 anos que aparentemente ouvira o que Jean havia falado e começara a dar risada olhando para ele. Os pais, um casal loiro puxava o garoto de volta para que continuassem o caminho onde iam.

Izbu falava ironicamente pegando um beirute:

- Nossa, mas você é muito engraçado, tão engraçado que vai me matar de rir assim.

Beff pegava o seu lanche, um X-Tudo enorme e dizia:

- Vocês só me fazem passar vergonha, to indo!

Beef já se encaminhava pra mesa e Izbu também, depois que Jean fizesse seu pedido demoraria cerca de dois minutos e já o teria em mãos e então voltaria para a mesa onde seus amigos não se atreveram a esperá-lo para comer. Jean então conseguira ver que a policial já estava do lado de fora, no estacionamento, ela botava o capacete montada na motocicleta.
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MensagemAssunto: Re: Um conto das Colinas Silenciosas - Part II: Pela Escuridão - Jean Dasnoy   Qua Ago 09, 2017 10:23 am

Jean resolvia ignorar a policial que antes de partir com a motocicleta dava uma ultima olhada ao longe para o grupo e partia para a estrada, algo que o grupo logo faria também.

Cerca de quarenta minutos o grupo gastou tempo conversado, fazendo piadas, sonhando com o momento quando chegassem na pousada que haviam reservado e pensando em planos no que fariam primeiro quando chegassem lá. Ao terminarem de comer foram até o caixa onde pagaram pela comida, aqueles que tiveram vontade de usar o banheiro novamente usaram e então tomaram rumo para a estrada novamente.

O caminho ainda era longo, o grupo ficou silencioso por um tempo, todos deram aquele tempo de descanso da comida deixando a música rolar, cada um com as suas coisas, Angelo continuava dirigindo Izbu estava com um nintendo DS e Beef lendo quadrinhos dos Novos 52. Aquele desânimo logo se transformou em sono e a noite já estava caindo.

Trilha sonora:
 

Jean havia assumido o volante para que Ângelo pudesse descansar um pouco o radio estava desligado, Izbu e Beef também estavam dormindo, a estrada noturna era vasta, se não fossem os farois não conseguiria enxergar um palmo além da sua frente. Estavam em áreas montanhosas, a névoa era bastante densa também. Jean estava concentrado na estrada, eram por volta de 21:09 da noite, aonde estavam o sinal não funcionava, era alta serra.

Estava tudo calmo e escuro, Jean não via outra alma viva a quilômetros, mas fora um subta mudança nos ares que alarmou Jean e despertou ambos os amigos com um grande susto.

Sound:
 

O som era alto, esurdecedor, horrível, doía o ouvido e Angelo num susto do banco da frente logo tentou desligar, o grupo começou a xingar o rádio que fazia um barulho que vinha do inferno, porém havia algo errado, o rádio estava desligado e não havia como desligá-lo denovo, mas mesmo assim ele continuava fazendo esse efeito. Junto com os demais, Jean estava incomodado e essa distração em meio à névoa e escuridão não o fez enxergar algo, que Izbu atrás gritou apontando:

- CUIDADO!!!!

Jean logo olhou para frente e viu uma menina com uniforme escolar no meio da estrada que provavelmente estava cruzando a mesma. Na tentativa de tentar desviar Jean manobrou o carro derrapando com o mesmo em alta velocidade acertando a menina em cheio e por fim impactando com o carro de forma violenta em alguma coisa. Tudo ficou escuro.


Trilha sonora:
 

Jean tinha dor de cabeça, sentia-se enjoado e sentia que sua visão estava distorcida, felizmente não sentia nenhuma dor. Estava claro e de manhã, bem de manhã, uma manhã cinzenta e sem vida com a névoa cobrindo o céu e tudo mais ao redor do carro. Tinha ficado desmaiado a noite toda. Olhou meio desnorteado ao seu redor e com o susto viu que todas as portas do carro estavam abertas, seus amigos não estavam ali, tinham saído do carro e ido sabe-se lá pra onde.

Quando Jean saísse do carro, ele veria o carro com a frente detonada, havia batido numa parede de pedra da estrada. Ao seu redor Jean via que cinzas caíam do céu sem cor, estava tudo deserto, sem uma alma viva e no meio da estrada.
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MensagemAssunto: Re: Um conto das Colinas Silenciosas - Part II: Pela Escuridão - Jean Dasnoy   Qua Ago 09, 2017 6:58 pm

Jean acorda no carro, no meio da estrada. Já é dia mas a neblina deixa o ambiente bastante nebuloso. Primeiro ele checa se está ferido e em seguida procura por seus amigos. Para sua surpresa, não há ninguém no carro e as portas estão abertas. Ao sair do carro percebe que este está com a frente totalmente amassada devido ao acidente. Em seguida ele procura por marcas de sangue ou o corpo da menina, mas não encontra nada.

Jean: - BOOOOOOOMBA, AAAAAAAAANGELO, GIOVAAAAAAAAAANI.

Jean chama por seus amigos em voz alta, sem saber aonde está e para onde ir. Ele então resolve voltar ao carro para pegar lanternas, dinheiro, comida, o que ele conseguir encontrar no porta malas, nas malas, porta luvas ou dentro do carro mesmo. Qualquer coisa que lhe seja útil.

A lembrança da noite passada lhe causava medo. Ele havia atropelado uma estudante! Mas, o que fazia uma estudante perambulando na estrada a noite, no meio do nada e em uma neblina tão densa? E porque seus amigos sumiram sem ao menos tentar me acordar? E tem o rádio. Jean Resolve mecher no rádio para ver se ele ainda está com problemas antes de sair para procurar seus amigos.
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MensagemAssunto: Re: Um conto das Colinas Silenciosas - Part II: Pela Escuridão - Jean Dasnoy   Sab Ago 12, 2017 12:06 am

Trilha Sonora:
 

Jean voltava um pouco na estrada para encontrar o corpo da menina que tinha atropelado, mas de fato ele nada encontrava, o que contrava era algo que, talvez o surpreendesse um pouco mais... Uma moto policial caída e danificada, parecia que algum policial também tinha se acidentado naquele mesmo ponto da estrada.

Jean voltava para o carro e gritava por seus amigos mas tudo o que ele tinha de respostas eram os ecos daquele local fantasma e as cinzas caindo do céu como se ali fosse próximo a um vulcão que tinha entrado em erupção.

Ele procurava nas coisas e porta-malas, Jean encontrava uma lanterna nas coisas de Izbu e algo que chocava ao rapaz... Uma arma.. Só que estava nas coisas de Angelo, Jean não sabia que Angelo tinha uma arma, aquilo era novidade para ele, e o porque ele teria trazido pra essa viagem. Jean pegava também o dinheiro mas não havia comida em suas coisas, o momento todo que o grupo precisou comer paravam em lanchonetes no caminho, encontrou também um canivete suíço nas coisas de Beef.

Ao checar o rádio via que o mesmo ainda ligava porém aquele som horrível de estática aguda não se fazia presente, em compensação, também não era possível sintonizar em qualquer sinal, todos os sinais de rádio estavam completamente mudos.

O rapaz então decidia procurar por seus amigos, ele só tinha que decidir se ia pelo caminho de onde viera com o carro, ou seja, voltar, ou rumar para o destino a frente onde iam.
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MensagemAssunto: Re: Um conto das Colinas Silenciosas - Part II: Pela Escuridão - Jean Dasnoy   Sab Ago 12, 2017 6:31 am

Jean estava com a cabeça cheia. Seus amigos sumiram, dentre os pertences do porta malas, uma arma na bolsa de Angelo, nenhum sinal da menina que Jean acredita ter atropelado e uma moto policial caída. Teria sido da mesma policial que ele encontrou no restaurante?

O fato é que Jean precisa sair dali para procurar seus amigos. Então ele guardou os pertences achados no porta malas, colocando a arma na parte de trás da calça com a camisa rampando e resolve seguir em frente com a lanterna. A maldita neblina espessa parece não acabar nunca e Jean está bem apreensivo. No caminho tentava encontrar alguma razão naquilo tudo, mas o fato de seus amigos terem sumido e não levarem nenhum de seus pertences era um mistério para Jean.
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MensagemAssunto: Re: Um conto das Colinas Silenciosas - Part II: Pela Escuridão - Jean Dasnoy   Qua Ago 16, 2017 1:03 pm

Trilha sonora:
 

Jean não via alternativa além de seguir em frente à estrada para onde estavam rumando. As cinzas ainda caiam e não pareciam que iam sessar. Cada vez mais que o universitário avançava sentia-se mais sozinho no mundo. Nenhum carro passava, nenhum sinal de qualquer movimento que fosse, a estrada ainda era longa e vazia, abandonada como se a mesma desse para lugar nenhum e Jean seguiria por ela por toda a eternidade. Via a grama e só não via as colinas e as serras por conta da vasta neblina, e o silêncio sepulcral ainda dava-lhe a impressão que conseguia ouvir os frágeis ecos de seus próprios passos.

Jean não sabia quanto tempo tinha se passado, talvez vinte minutos, talvez meia hora, mas finalmente ele conseguia ver algo além de uma estrada infindável, era uma silhueta, uma silhueta bem fraca sendo descoberta pela névoa e à medida que se aproximava, Jean podia ver do que se tratava, um Outdoor.


Trilha Sonora:
 

Outdoor:
 


Jean lia a placa que dizia "Bem Vindo à Silent Hill", e isso de certa forma fez o rapaz ficar aliviado, pois finalmente encontraria pessoas e poderia pedir ajuda, o rapaz tinha se lembrado que vira aquela cidade no mapa, que iriam mesmo acabar passando por ela no caminho do seu destino, talvez fosse exatamente para lá que seus amigos também tivessem indo, para buscar ajuda.

Pouco depois de andar ou correr, Jean se aproximava da silhueta fantasmagórica da cidade e o que o rapaz encontrava, sentia alivio e já esperava ver os primeiros sinais das pessoas tirando-lhe aquela aflição de ser a única pessoa na Terra. Ele passava e já se aproximava da cidade, a priori não havia ninguem mas isso não mataria ainda as esperanças mas poderia começar a afligi-lo, até percorrendo ainda mais a fundo da cidade, via que as lojas estavam vazias, carros pareciam ser de um modelo bem mais antigo do que os que estava acostumado a ver, não haviam transeuntes se quer e ainda era capaz de ouvir os ecos de seus próprios passos e respiração. Não demorava muito para Jean reparar que Silent Hill não era nada mais do que uma cidade fantasma coberta pelas cinzas e pelo abandono.


Cenário:
 
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MensagemAssunto: Re: Um conto das Colinas Silenciosas - Part II: Pela Escuridão - Jean Dasnoy   Qui Ago 17, 2017 1:14 am

O coração de Jean se acalma quando vê a placa de silent hill e um pouco de esperança aparece na cabeça confusa do jovem. Aos poucos as construções começam a se tornar visíveis, assim como as ruas. Porém, o que havia lhe trazido calma, agora retorna como preocupação. Toda a cidade parece deserta. Nenhuma viva alma transita pelas ruas e os carros que Jean consegue ver parecem ser um tanto quanto antigos. Como se a cidade tivesse parado no tempo, desabitada e não visitada a vários anos.

Jean para perto de um cruzamento. Procurar pessoas aqui será em vão, então Jean resolve procurar coisas úteis e locais aonde possíveis sobreviventes pudessem frequentar. Então Jean procura farmácias, lojas de conveniencia, mercados, delegacias e hospitais. Nos mercados e lojas de conveniencia ele aproveitará para procurar provisões. Tomara que ache o que comer pois ao que parece, sua estadia não será breve.
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MensagemAssunto: Re: Um conto das Colinas Silenciosas - Part II: Pela Escuridão - Jean Dasnoy   Qua Out 04, 2017 8:58 am

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MensagemAssunto: Re: Um conto das Colinas Silenciosas - Part II: Pela Escuridão - Jean Dasnoy   Qua Out 04, 2017 9:24 am

Um conto das Colinas Silenciosas

Part II: Pela Escurdião

Trilha sonora:
 

Jean sentia-se aflito, estava numa cidade deserta sem a quem pedir ajuda. O que teria acontecido naquele lugar? Seja lá o que fosse a unica coisa que importava para o universitário era achar seus amigos e dar o fora dali.

Jean seguia pelas ruas vazias de Silent Hill, ele passava por vários tipos de lugares, estabelecimentos variaveis, um posto de gasolina mas que não havia loja de conveniencia alguma como era de costume nas cidades do estados unidos, mas no final tudo que encontrava era abandono. Parecia que em todos os locais, as pessoas simplesmente foram embora. Não havia nada fora do lugar, todos os produtos de todas as lojas estavam perfeitamente colocados em suas prateleiras.

O rapaz finalmente encontrava um mercado, não era de porta automatica eletronica, era uma porta mais antiga, talvez de poucas décadas atrás. Ele entrava e o sino da clientela ao passar pela porta denunciava sua chegada, o eco se fez presente e o ambiente cinza continuava morto. Jean então adentrava pelos corredores do mercado e via várias comidas enlatadas e pacotes de salgado. Os sacos de pães de forma que Jean via estavam verdes por dentro, indicando que já estavam podres, se Jean olhasse a data de validade veria que as comidas tinham data de validade até o ano de 93. O que era muito... Muito estranho, aquelas comidas deviam ter sido removidas a mais de 10 anos, isso ja dava uma pista a Jean de a quanto tempo a cidade tinha sido abandonada. Porém, Jean encontrava algo que a validade não vencia, garrafas de água. Muitas garrafas de água ele encontrava na sessão de bebidas e mantimentos ao qual ele poderia se aproveitar.

De repente, Jean escutava o som do sino da porta da clientela do mercado, e o som da porta da entrada batendo. Jean tinha um sinal de que não estava mais sozinho.
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MensagemAssunto: Re: Um conto das Colinas Silenciosas - Part II: Pela Escuridão - Jean Dasnoy   Qui Out 05, 2017 12:55 am

Jean estava de frente às garrafas de água quando escuta o barulho da porta. Jean se agacha em reflexo e tenta enxergar quem acabou de entrar na loja. O local parece abandonado mas mesmo assim Jean fica apreensivo e procura não revelar a sua presença e saca a arma.

A princípio Jean prefere fica parado e agachado, tentando observar e escutar quem acaba de entrar. Caso não consiga irá tentar se mover para obter uma melhor visão. Jean espera que seja um de seus amigos mas o seu coração está disparado.

Na noite passada Jean batera o carro ao atropelar uma menina, com seus amigos dentro do carro. Ao acordar, já de manhã percebera que seus amigos não estavam no carro e não havia sinal da menina na estrada. Sozinho encontrou a cidade e chegara até ali, sem saber o que realmente estava acontecendo. Dúvidas e medo já assolavam a cabeça do rapaz e agora estava em alerta. Pronto para descobrir quem tinha entrado pela porta.
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MensagemAssunto: Re: Um conto das Colinas Silenciosas - Part II: Pela Escuridão - Jean Dasnoy   Qui Out 05, 2017 9:16 am

Trilha Sonora:
 


Jean sacava sua arma e ficava completamente alerta. Escondido próximo à entrada a fim de ver quem é que entrava, se era amigo ou inimigo. O rapaz via por entre algumas prateleiras a frente da loja, a porta ainda dava uma leve balançada mas não tinha ninguém do lado de dentro, muito pelo contrário, havia alguém lá fora, alguém esteve lá dentro com Jean o tempo todo, porém escondido e agora conseguira sair. O universitário vira rapidamente o vulto desse alguém passando rápido atravessando a rua do mercado. Ao se aproximar um pouco mais das janelas do mercado, Jean via a figura que atravessava a rua correndo, ela parava e olhava para traz e Jean via que se tratava de uma garotinha, uma garotinha que aparentemente, era parecida com aquela estudante que havia atropelado, ela tinha o mesmo uniforme escolar antigo e também tinha os cabelos longos, porém diferente da outra menina atropelada, essa carregava consigo uma bolsa de estudante de uma alça, passada pelo ombro que ficava de lado.

Referência - Aparência 3:
 

Jean olhava no fundo dos olhos da menina por alguns instantes e ela nos dele, não estava sozinho na cidade, isso era fato e via que até agora o medo fora a unica companhia daquela criança. Sim, Jean via medo nos olhos dela, ela parecia ter medo dele ou talvez estivesse com medo do todo da situação em que os dois se encontravam e após breves segundos ela tornara a dar as costas correr de volta à rua assustada.
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MensagemAssunto: Re: Um conto das Colinas Silenciosas - Part II: Pela Escuridão - Jean Dasnoy   Dom Out 08, 2017 8:07 pm

Jean esperou atencioso para enchergar quem acabara de entrar na loja mas para sua surpresa ninguém havia entrado, mas havia saído. Uma menina com roupa escolar e bolsa, muito parecida com a menina que Jean atropelou saía assustada pela rua. Através da janela Jean observava ela e eles cruzaram os olhos por alguns instantes.

Jean não podia deixar de pensar que ela estava na loja esse tempo todo escondida, o que não faz sentido. Aliás, nada faz sentido. A cidade claramente não é habitada a anos, essa criança sozinha na cidade não entra no contexto ainda mais se considerar que ela estava vestida para ir para a escola. De repente ela aparece fugindo amedrontada e Jean fica parado tentando raciocinar tudo aquilo. Depois Jean pega algumas garrafas dágua e sai da loja, olhando para a direção que a criança foi, guarda a arma e resolve caminhar para a mesma direção.

Jean procura ficar bem alerta aos arredores com a lanterna em mãos e a arma guardada de forma que possa ser sacada fom facilidade. Embora não tenha notado a menina na loja, Jean acredita que consegue notar algum movimento próximo e usará a lanterna para ajudar a enxergar através da neblina.
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MensagemAssunto: Re: Um conto das Colinas Silenciosas - Part II: Pela Escuridão - Jean Dasnoy   Seg Out 09, 2017 9:29 am

Trilha Sonora:
 

Jean não conseguia olhar tudo aquilo com bons olhos. Ele via a menina correr e dobrar a esquina enquanto ele voltava para pegar algumas garrafas de água. Jean conseguia por quatro garrafas dentro da bolsa deixando-a bem cheia com os outros suplementos que havia encontrado das coisas de seus amigos.

O rapaz então saía da loja utilizando da lanterna para ver se conseguia enxergar algo um pouco melhor, e de fato a lanterna ajudava, mas não muita coisa.

O universitário seguia rumo em direção a esquina que a garotinha tinha seguido, ele então se deparava com uma rua vazia com outros estabelecimentos abandonados, sendo alguns deles prédios de baixa estatura, cerca de uns seis andares cada, no máximo. Aquela era como uma cidade pequena do suburbio, não parecia que Jean encontraria coisas de cidade grane ali.

Mas agora Jean voltara a estaca zero, a menina tinha desaparecido, corrido para algum lugar sem deixar rastros, e tudo o que restava para Jean agora era voltar a buscar seus amigos de algum ponto.

Jean continuava caminhando, buscando algo que pudesse lhe dar algum norte, alguma pista, alguma saída e então que subitamente, Jean escutava algo que começara a lhe dar arrepios.

Som e trilha sonora:
 

De repente sons de chuva começaram a tomar conta do ambiente e a mesma começou a cair, leves trovões se fizeram presentes e um barulho de tremor ecoava no ambiente como se estivesse vindo de todos os lados. Alguma coisa estava acontecendo e não havia jeito de aquilo ser bom.

O céu subitamente começara a escurecer como se de segundos a outro a noite viesse num avanço de horário que não era natural. A lanterna de Jean era a unica coisa agora que mantinha o rapaz enxergando alguma coisa, ele então via algo estranho acontecer, pedaços do chão se descascarem e subirem como se estivessem se evaporando, o chão dar lugar a uma grade enferrujada que parecia não ter fundo, abaixo do chão a pura escuridão que se caísse, parecia que continuaria a cair pela eternidade.

Aquilo era um mundo de loucura, o mundo parecia estar de cabeça pra baixo naquela cidade. Com a lanterna agora Jean podia ver as construções à sua volta, algumas parecem que foram arrasadas com a chegada da noite, como se tivessem sofrido as agressões da guerra, outras pareciam ter ficado intactas.

Jean podia caminhar um pouco naquele ambiente louco, tudo era estranho e assustador, até que ele escutava algo, e era um som estranho... Vinha de trás de si... Jean olhava para traz e via algo que o chocava...

Referencia:
 

Aquela coisa vinha na sua direção, emitindo sons estranhos e agonizantes, andando de forma desengonçada, algo que era simplesmente surreal e Jean dificilmente acreditaria que aquilo era humano... Era um tipo de monstro que Jean nunca pensou que veria em sua vida.

Teste de Coragem, Diff 8:
 
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MensagemAssunto: Re: Um conto das Colinas Silenciosas - Part II: Pela Escuridão - Jean Dasnoy   Seg Out 09, 2017 9:36 am

OFF: Jean não passou no teste de coragem, ele pode agir contra a coisa a caráter de desespero mas sofrerá uma penalidade de 2 dados para todas as suas ações. Interprete que o medo não vem só daquilo, mas da situação como um todo.
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MensagemAssunto: Re: Um conto das Colinas Silenciosas - Part II: Pela Escuridão - Jean Dasnoy   Qui Out 12, 2017 6:07 pm

Jean seguiu o caminho por onde a menina passou mas não havia nada nem ninguém lá. Jean andou mais um pouco até começar a ouvir barulho de chuva. Em instantes o céu escurecia e o som muito alto de uma sirene começava a tocar, parecia aquelas sirenes de filmes avisando algum desastre ou ataque aéreo. Jean ficou assustado com aquilo quando as coisas pioraram. o chão começou a se desfazer em foligem, flutuando ao redor de Jean e tudo que restava era uma grade no lugar do chão. Tudo estava muito escuro, o chão abaixo da grade que agora substituia o concreto e o asfalto parecia não existir. Sem a luz da lanterna Jean não conseguiria enchergar absolutamente nada e estaria envolto na mais completa escuridão. Ao passar a lanterna ao redor, assustado, pôde perceber que as construções também mudaram. Algumas pareciam estar lá a séculos enquanto outras estavam destorcidas e transformadas.

Jean estava amedrontado e não sabia o que fazer, sendo surpreendido por um som vindo de trás. Ao se virar Jean iluminou com sua lanterna uma criatura disforme, como se trazida de um pesadelo. Ela andava de forma desengonçada e fazendo sons agonizantes. Jean paralisou de medo por alguns instantes enquanto a criatura se aproximava lentamente, até que em um surto de medo, Jean se lembra da arma e atira na criatura e em seguida corre. Jean não sabe quantos tiros deu nem para aonde correu, só sabe que depois que se tocou, não tinha a menor idéia de onde tinha ido e estava muito assustado. Tudo estava muito silencioso e ele desligou a lanterna, com medo da criatura ainda estar viva seguir a luz. Assim ele ficou em silencio, agachado, atento a qualquer som que possa surgir.
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Um conto das Colinas Silenciosas - Part II: Pela Escuridão - Jean Dasnoy
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