Entre Anjos e Demônios

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 Um conto das Colinas Silenciosas - Part II: Pela Escuridão - Jean Dasnoy

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Kamuriel
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MensagemAssunto: Re: Um conto das Colinas Silenciosas - Part II: Pela Escuridão - Jean Dasnoy   Dom Out 15, 2017 5:00 pm

Jean Desnoy Iniciativa + 7

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Monstro Iniciativa + 4

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Kamuriel
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MensagemAssunto: Re: Um conto das Colinas Silenciosas - Part II: Pela Escuridão - Jean Dasnoy   Dom Out 15, 2017 5:55 pm

Trilha Sonora:
 



Aquela coisa asquerosa e deformada era o pesadelo encarnado de qualquer pessoa que a visse. Nunca Jean pensara que veria tal aberração, ou que existisse tal aberração. A criatura andava de modo desforme e Jean no ato do desespero pensara em se defender da primeira forma que lhe viesse, aquela arma, mas antes que Jean sacasse aquela arma, a coisa pulava de uma vez só agarrando Jean pela cintura com suas pernas.

Aquela criatura horrenda estava bem na cara de Jean se debatendo e soltando altos gemidos de dor e lamento, como se houvesse alguma pessoa lá dentro, perturbada, agoniada e isso só aumentava o desespero de Jean que sentia a pele nojenta daquela coisa em total contato com a sua bem na sua cara, mas felizmente Jean era treinado em artes marciais o que o ajudara a se livrar daquela coisa com dificuldade. A coisa vendo que seria desvencilhada pulou para traz caindo de pé.

Jean estava livre daquela monstruosidade, mas ele ainda tinha que sacar a sua arma que ainda não tivera oportunidade graças aquela criatura nojenta o prendendo, mas a criatura novamente não queria dar brecha para Jean agir avançando rapidamente num grito agudo de arrepiar os cabelos, mas Jean felizmente conseguia sacar arma antes que aquele acerto da criatura o pegasse em cheio o derrubando no chão fazendo com que o universitário acabasse largando a arma a derrubando-a em algum lugar da escuridão. Jean agora precisava se levantar se quisesse procurar a arma novamente em algum lugar das trevas, ele via que aquela coisa iria pular em cima dele naquele momento.


1º Turno:
 


2º Turno:
 

3º Turno:
 
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bahamut
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MensagemAssunto: Re: Um conto das Colinas Silenciosas - Part II: Pela Escuridão - Jean Dasnoy   Seg Out 16, 2017 2:18 am

Jean estava no escuro e assustado. A criatura o atacava e ele até agora não via como contra-atacar. Estava sem sua arma e tinha apenas uma lanterna para ver os seus arredores. A criatura por sua vez agora gritava e vinha para cima de Jean novamente.

Jean por sua vez não deixou o medo o paralisar embora estivesse abalado. Jean estava deitado e se posicionou para desferir um movimento preciso. Quando a criatura entrasse em seu alcance, com uma parada de mãos Jean iria projetar seu corpo de forma a desferir um chute ascendente. A mecânica do golpe é muito semelhante com uma manobra utilizada por várias artes marciais chamada breakfall, que consiste em se erguer rápido de uma queda com as costas no chão. Com um movimento rápido, as pernas são projetadas para cima com força a ponto de elevar todo o corpo do chão, e em seguida as pernas são projetadas para baixo, jogando o tronco para cima e ficando de pé. A ideia era usar uma variação dessa técnica para atingir a criatura no queixo. Na variação, além da força das pernas, usa-se também os braços para potencializar o golpe e as pernas são projetadas em forma de chute, o restante do movimento é semelhante ao breakfall. Com isso Jean pretende trocar de posição com o monstro, uma vez que a criatura estaria no chão e Jean de pé. Em seguida Jean irá usar a lanterna para dar uma rápida vasculhada no local para procurar sua arma. Ele não tem a intenção enfrentar a criatura no braço mas se defenderá de acordo caso não tenha escolha. Jean tem um bom treinamento em artes marciais e vai usar o que puder para ficar ileso e causar o máximo de dano neste ser infernal

"Cade a porra da arma!"

Jean respira aceleradamente. A adrenalina pulsa forte em suas veias e ele está pronto para tudo.
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Kamuriel
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MensagemAssunto: Re: Um conto das Colinas Silenciosas - Part II: Pela Escuridão - Jean Dasnoy   Sex Out 20, 2017 11:03 pm

Trilha Sonora:
 



A criatura era horrenda e vinha ao encontro de Jean para mais um abraço infernal, o rapaz apesar de tentar se manter firme ainda estava em desespero. Sun Tzu dizia que nunca se devia encurralar seus inimigos à beira da morte ou eles lutariam como leões. Parecia que o monstro nunca tinha ouvido falar do famoso general.

Jean tremia dos pés à cabeça e numa tentativa desesperada de se livrar daquela coisa de forma igualmente agressiva, ele esperava o momento certo e dava tudo de si nesse golpe que se falhasse, o poria em maus lençois, aquela era sua unica esperança.

Assim que o monstro se atirou em cima de Jean, o mesmo realizou o Breakfall mesmo em meio à fraquejos, seja por sorte, seja por pura habilidade mesmo apavorado Jean acertava o calcanhar do pé no queixo da criatura fazendo imediatamente um som de estalo virando a cabeça deformada da coisa ao avesso. Jean caía no chão de pé e a criatura não mais se mexia, estava inerte no chão como o cadáver que deveria ser, porque em dimensão nenhuma aquilo poderia ser de fato algo vivo.

Jean então olhava à sua volta e procurava a arma, ele corria com a lanterna na direção onde tinha visto a arma cair e logo a achava à beira de uma boca de lodo, por muito pouco Jean não perderia aquela arma por pouco... Jean poderia se sentir aliviado pois a criatura parecia que ainda se mantinha inerte, morta no chão, com a cabeça virada do avesso, porém não era ainda o momento de Jean sentir-se tranquilo, ainda não... Na verdade, era o momento para ficar ainda mais assustado pois ele via que aquela coisa não era a única, haviam mais três dessa coisa, duas vindas lado a lado, soltando gritos agudos e agoniantes, como choros de lamento infernais, outra vinha do lado esquerdo de Jean e ambos os três se aproximavam ignorando o seu "companheiro morto" querendo muito provavelmente a mesma coisa que o anterior queria de Jean. O rapaz havia conseguido dar cabo de uma, agora ele sabia que aquelas coisas eram tão frágeis quanto pessoas de verdade, porém ele também sabia que haviam outros monstros pela escuridão.

3º turno (resultado):
 

4º Turno:
 

OFF:
 
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bahamut
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MensagemAssunto: Re: Um conto das Colinas Silenciosas - Part II: Pela Escuridão - Jean Dasnoy   Sex Out 20, 2017 11:59 pm

Jean estava muito amedrontado mas realizou o movimento com sucesso. O golpe foi potente e atingiu em cheio o queixo da criatura, causando um estalo no pescoço dela e a deixando inerte no chão. Jean ficou inerte por um momento, esperando uma reação da criatura. Reação que não veio. Aliviado Jean então procurou sua arma com a lanterna e a achou próxima de uma boca de lobo. Ao pegar a arma não pôde deixar de pensar na sorte que teve ao ver que a arma não caiu na boca de lobo, mas seu pensamento seria interrompido pelo som estridente da criatura que havia acabado de abater. O som vinha de mais de um lugar e com a lanterna Jean enxergou mais três das criaturas.

Agora era pensar rápido. O combate com um delas foi difícil e lidar com três delas seria fatal. Jean então ilumina rápido os arredores, procurando um bom caminho para disparar e segue rápido. Uma construção ou uma esquina para que ele possa seguir correndo são alvos possíveis para ele. As criaturas são lentas e ele espera despistá-las na escuridão.
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Kamuriel
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MensagemAssunto: Re: Um conto das Colinas Silenciosas - Part II: Pela Escuridão - Jean Dasnoy   Dom Out 22, 2017 9:19 pm

Trilha Sonora:
 

Jean sentia o seu bom senso gritando que ele estava em clara desvantagem, a escuridão estava por toda parte, os monstros se aproximavam emitindo gemidos de arrepiar os cabelos. Jean imediatamente dava meia volta e corria para a primeira direção livre que ele encontrava. Jean imediatamente dobrava a esquiva e ao dobrar a mesma, ele podia ver mais 4 coisas daquela vindo em sua direção, haviam no total 7 daqueles monstros horrendos, a cidade provavelmente estaria infestada daquelas criaturas andando por todos o lados. Jean então procurava um local em que pudesse se refugiar, uma construção no caso. Ele logo olhava ao lado, via uma abertura, um portão antigo de grades meio aberto, ao lado um letreiro:

Hospital Brookhaven.

Não havia muito por onde correr, quatro daquelas coisas estavam vindo a sua direção á frente, mais três perseguiam Jean logo atrás, e então o rapaz podia vê-los, os três que havia deixado para trás, eles vinham correndo de forma desajeitada atrás de Jean, por mais que aquelas coisas não tivesse a velocidade de um ser humano normal, ainda podiam fazer um esforço para chegar perto, logo ele via uma luz dentro da entrada do hospital que não ficava mais de dois metros do portão de grade aberto, que uma luz se aproximava rapidamente até revelar-se ser alguém, uma pessoa, uma linda mulher um pouco mais velha que Jean, com uma lanterna que além de sua beleza, tinha outra coisa que chamava muito a atenção de Jean, ela estava com a frente da roupa suja de sangue e tinha um pedaço de ferro na mão, um cano que estava também ensanguentado.

Mulher - Aparência 4:
 

Ela certamente havia matado alguma coisa, mas Jean não poderia dizer se fora um daqueles monstros ou uma pessoa e dizia para Jean de forma alarmada.

- Rápido, pra dentro do hospital!!!

A passagem para Jean era fácil, bastava ele entrar pelo portão de ferro já aberto e seguir com a mulher para dentro do hospital.
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bahamut
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MensagemAssunto: Re: Um conto das Colinas Silenciosas - Part II: Pela Escuridão - Jean Dasnoy   Seg Out 23, 2017 5:58 am

Jean estava sem saída. Quanto mais corria mais apareciam essas criaturas oriundas de um pesadelo sem fim. A única entrada que ele achou foi a do hospital e lá dentro havia uma bela mulher segurando um cano ensanguentado. Por Deus aquilo não era um bom sinal mas Jean não pensou duas vezes. Antes ter que lidar com uma gostosa louca armada com um cano do que sete ou mais monstros com fome de Jean. A passagem era fácil e ele corre em direção a ela o mais rápido que pode. Ao entrar se vira apontando a arma para a passagem, pronto para atirar em qualquer criatura que venha querer passar, esperando a mulher fechar o portão ou guiá-lo mais para dentro.

Jean estava atento à mulher mas tinha mais medo das criaturas. Ele não iria gostar de levar uma porrada na cabeça mas as chances de sobreviver sozinho contra as criaturas era bem menor do que com uma mulher desconhecida e possivelmente violenta.
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Kamuriel
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MensagemAssunto: Re: Um conto das Colinas Silenciosas - Part II: Pela Escuridão - Jean Dasnoy   Seg Out 23, 2017 9:15 am



Assim que Jean passava pelo portão de ferro a mulher fechava o mesmo. O portão abria de dentro para fora então a menos que aquelas coisas fossem inteligentes para tentarem abrir o portão com o pé elas não passariam por ele, pois pelo visto quando a mulher fechava o mesmo, não havia uma espécie de tranca ou cadeado.

Ela corria para o interior do hospital junto a Jean que podia ver as criaturas chegando ao portão de ferro e se aglomerando no mesmo, emitindo aquele som infernal de forma estridente vendo suas presas fugirem de seu alcance enquanto batiam no portão de ferro fazendo o som do metal sendo investido.

Finalmente eles entravam no hospital e a mulher imediatamente fechava a porta, ela logo pegava um pedaço de madeira velho e quebrado e usava o mesmo como barragem nas maçanetas impedindo que qualquer coisa pudesse entrar.

Logo que Jean entrara, ele via que assim como lá fora, a escuridão infestava o hospital. Eles estavam diante da recepção do mesmo, as paredes do hospital estavam velhas, descascadas, cedidas pelo mofo, pelo tempo, pelo ferrugem de encanamento expostos, havia sangue seco por toda a parte como se a algum tempo tivesse acontecido um verdadeiro massacre a sangue frio de muitas pessoas ali, além disso havia pequenas fendas no chão que vez ou outra exalavam vapor, como se estivessem embaixo de uma espécie de forno ou sauna fervendo. Era possível sentir o calor, mas ele não era extremo e era no máximo, desconfortável. Aquele cenário não era só um hospital, era o hospital dos pesadelos, era um hospital que todos aqueles que tinham fobias de hospitais e médicos provavelmente deveriam sonhar nos cantos mais obscuros e assombrados de suas mentes a noite. Cada vez mais que Jean entrava nos recantos daquela cidade, ele mergulhava num mar de insanidade, um pesadelo que qualquer pessoa iria querer acordar imediatamente.

A mulher logo se aproximava de Jean com o cano na mão, ela parecia assustada, o sangue em sua roupa e cano estavam frescos ainda, o que queria dizer que seja lá o que, ou quem ela tivesse matado, foi a pouco tempo. Ela se aproximava de Jean e logo o abraçava como se ele fosse um ente querido não visto a muito tempo.

- Graças a deus, pensei que estava sozinha nesse inferno!!!

Havia um tom de desespero e um tom de alivio em sua voz. Ela fica alguns segundos abraçada a Jean, como se pudesse sentir alguma segurança tendo outra pessoa com ela naquele lugar insano e logo desfaz o abraço e perguntava:

- Tinha mais alguém com você??? Por favor me diz que a ajuda vai vir logo!!!
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bahamut
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MensagemAssunto: Re: Um conto das Colinas Silenciosas - Part II: Pela Escuridão - Jean Dasnoy   Qua Out 25, 2017 5:30 am

A mulher fechou o portão de ferro e juntos foram para dentro do hospital. No caminho eles puderam ver as criaturas se aglomerando e gritando ao ver Jean e a bela mulher se afastando. Uma vez dentro do hospital, a mulher pega uma tábua de madeira e tranca a porta por dentro.

O hospital estava igual ao ambiente do lado de fora. A construção parecia ter mais de 100 anos, com sinais de envelhecimento, muito sangue nas paredes e vapores saindo pelas frestas. Parecia um pesadelo na cabeça de um médico perturbado.

A mulher por sua vez se aproximou de Jean e antes que ele pudesse reagir, ela o abraçou forte como se ele fosse um parente próximo a muito sumido ou um amante que chegara de viagem.

Mina gata: - Graças a Deus, pensei que estava sozinha nesse inferno!!!

O desespero em sua voz era nítido mas também havia alívio. Jean não consegue saber a quanto tempo ela está lá, mas imagina que não deve ser pouco tempo.

Mina gata: - Tinha mais alguém com você??? Por favor me diz que a ajuda vai vir logo!!!

Jean sentiu um alívio por ela não ser nenhuma assassina, mas ela estava em frangalhos. Se Jean errasse nas palavras, pode perder uma aliada para conseguir um fardo.

Calma moça, calma. Vamos pelo começo. Eu sou Jean! Estava de viagem com meus amigos quando sofremos um acidente. Quando acordei do acidente eles não estavam no carro e saí para procurá-los, me deparando com esse lugar. Além de você encontrei uma pequena garotinha aqui. Parece estar sozinha e amedrontada! Já a viu por aí?

Jean sabe que tem muito o que conversar com essa mulher mas não pode forçar muita coisa pois o seu estado emocional parece frágil. Jean consegue relaxar um pouco mas ainda está muito preocupado com toda essa loucura acontecendo à sua volta.
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Kamuriel
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MensagemAssunto: Re: Um conto das Colinas Silenciosas - Part II: Pela Escuridão - Jean Dasnoy   Qua Out 25, 2017 1:13 pm



À medida que Jean ia falando a expressão da mulher parecia mergulhar em um desânimo visível desesperançoso. Ela desviava o rosto do de Jean como se todas suas esperanças estivessem se esvaído, em um olhar vazio e gelado. Ela se recostava em um canto da parede à medida que Jean continuava falando, como se não importasse mais nada do que ele dissesse pois era inútil se não servisse para tirá-la daquele pesadelo. Suas costas deslizavam lentamente na parede suja até que ela sentava no chão e remexia os cabelos numa demonstração de frustração de Jean não ser o resgate que ela estava esperando.

A mulher então respondia à Jean sem olhá-lo nos olhos, seu tom de voz era pálido, sem a vivacidade de outrotra.

- Sim... Eu vi uma menina, acho que sei de quem está falando, a outra única pessoa que vi aqui. Baixa, magra, com uniforme escolar e cabelos longos....

Ela então, sentada, olhava para Jean sem muito humor:

- Eu tentei alcança-la, mas ela fugiu de mim. Estava muito assustada e agora eu sei com o que.

Ela remexia os cabelos como demonstração de ansiedade e frustração da situação daquele inferno e continuava:

- A propósito... meu nome é Sarah, é bom não estar mais sozinha, Jean. Esses seus amigos, você sabe onde eles estão?? Eles podem nos ajudar a sair daqui??

Parecia que um leve fio de esperança voltava se formar no olhar de Sarah e ela se inclinava levemente para frente mostrando total interesse na próxima resposta de Jean. Ela parecia querer se agarrar a toda e qualquer oportunidade que poderia haver de fugir daquele pesadelo.
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MensagemAssunto: Re: Um conto das Colinas Silenciosas - Part II: Pela Escuridão - Jean Dasnoy   Qui Out 26, 2017 12:11 am

A mulher estava em frangalhos. As palavras de Jean foram matando a esperança que ela teve ao vê-lo, se desmanchando ao chão. Ela também viu a garota, tendp as mesmas experiências que Jean teve ao encontrá-la e demonstrou interesse nos amigos de Jean.

Ele por sua vez analisou a mulher. Embora pareça ser uma sobrevivente, suas forças estavam sendo levadas embora juntamente com sua esperança. Jean precisa reavivar as forças dela se quiser sair dali, afinal, sozinho ele provavelmente não conseguirá.

Jean: - Muito prazer Sarah. É bom ver alguém de verdade em meio a tanta loucura. Eu não sei aonde meus amigos estão mas com certeza estão bem. Todos eles são bem espertos e sabem se cuidar.

Jean tenta falar de forma mais calma, tentando tirar um pouco a tensão do ar.

Jean: - Mas diga-me, você está aqui a muito tempo? Como veio parar aqui? Conhece a cidade? Aliás, isso é um hospital não é? Tem certeza de que aqui dentro estaremos a salvo? Precisamos estudar todos os dados e possibilidades que conhecemos para bolar estrategias de sobrevivência, busca e fuga.
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MensagemAssunto: Re: Um conto das Colinas Silenciosas - Part II: Pela Escuridão - Jean Dasnoy   Qui Out 26, 2017 8:33 am



Jean tentava acalmar a mulher que com as palavras serenas ouvidas pelo universitário engolia a seco e meneava a cabeça positivamente, não era bem a resposta que a moça queria ouvir mas já servia para não deixá-la mais aflita do que já estava e ainda manter alguma esperança.

Logo depois Jean disparava perguntas à mulher e ela respondia com um leve sorriso amarelo, como se estivesse forçando-se a se animar, apesar de seus lábios tremerem.

- São muitas perguntas, Jean, eu conheço a cidade, planejei vir pra cá a anos e então caí nesse pesadelo, se eu soubesse que isso estaria acontecendo jamais teria vindo. Eu não sei a quanto tempo estou aqui mas pra mim parece uma eternidade, eu consegui me manter sã mas não sei por quanto tempo vou aguentar. Se vamos procurar seus amigos precisamos arrumar outro jeito de sair daqui. Eu tive que me defender de um monstro que me atacou aqui dentro, mas te garanto que é bem menos perigoso do que lá fora, depois que acharmos vamos esperar a sirene tocar denovo, quando ficar claro nós saímos, mas vamos precisar garantir que nosso caminho vai estar limpo até lá, vamos precisar de todo tempo fora da escuridão que conseguirmos lá fora.



Dados:
 
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MensagemAssunto: Re: Um conto das Colinas Silenciosas - Part II: Pela Escuridão - Jean Dasnoy   Qui Out 26, 2017 9:37 pm

Jean precisa encontrar seus amigos, precisa sair daquele pesadelo, precisa sobreviver. Mas a mulher à sua frente precisava de ajuda e já havia conseguido sobreviver por um bom tempo ali, sozinha. Então ele decide colocar mais uma pauta na sua lista de afazeres. Ele decide ajudar a mulher e levá-la dali junto com seus amigos. Jean se aproxima dela lentamente e oferece a mão para que ela se erga usando-o como apoio. Ao colocá-la de pé, Jean a abraça ternamente por um bom tempo, para confortá-la.

Jean: - Nós vamos sair daqui. Agora você não está mais sozinha. Em breve encontraremos meus amigos e partiremos deste pesadelo.

Ele continua abraçado com ela até ela se soltar. Talvez ela precise desabafar um pouco, liberar toda a angústia e tensão que estiver sentindo. Tanto tempo sozinha em um lugar como esse deixa qualquer um fora de si e ele pode ser um alicerce para ela nestes tempos difíceis. Com isso ele espera que ela se sinta melhor e possa pensar com mais clareza e serenidade.
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MensagemAssunto: Re: Um conto das Colinas Silenciosas - Part II: Pela Escuridão - Jean Dasnoy   Seg Out 30, 2017 12:59 pm




Sarah pegava na mão de Jean quando ele ofereceu e assim que a mulher se levantava Jean já a abraçava ternamente a fim de confortá-la. A príncipio, no primeiro segundo, o universitário penso que ela iria afastá-lo, como se não quisesse mais aproximação, porém, tão rápido quanto a primeira impressão, Sarah retribuiu o abraço e assim permaneceu por algum tempo se deixando aconchegar nos braços do rapaz que tentava confortá-la.

Jean jogava mais palavras de ternura e compreensão e ele podia sentir o coração de Sarah bater acelerado já que o peito dela estava encostado no dele. Ela nada dizia por enquanto mais assim permaneceu por um tempo e Jean pode sentir a moça apertar um pouco as costas de Jean, mas depois soltar e dizer olhando para ele:

- Obrigada. Ainda bem que você chegou, eu não sabia por mais quanto tempo ia aguentar isso tudo, sozinha...

Sarah se mostrava uma mulher forte, mas apesar de ser forte ainda era uma humana como qualquer outro e tinha seus limites. Ela então se desfez do abraço de Jean, um tanto constrangida, como se estivesse voltando a si de algum transe e então dizia novamente pegando o cano de ferro.

- É melhor irmos, eu não conheço muito desse hospital, só vi umas poucas coisas... E as coisas que vi me espantaram. É tudo um pesadelo por aqui e eu não tive coragem de avançar mais, mas com você acho que podemos conseguir.

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MensagemAssunto: Re: Um conto das Colinas Silenciosas - Part II: Pela Escuridão - Jean Dasnoy   Qua Nov 01, 2017 8:57 pm

Jean abraça Sarah que corresponde o abraço, indo contra a primeira impressão de Jean. Enquanto os braços dela apertavam as costas de Jean, este dizia palavras confortantes para ela e sentia seu coração bater mais forte. Em seus braços ela o agradece, agora mais calma, afirmando que não sabia por quanto tempo iria aguentar tudo sozinha.

Depois de um tempo ela se desvencilhou dos braços de Jean como se saindo de um transe ou um cochilo fora de hora. Jean não sabe dizer se ela o fez pois não queria demonstrar fraqueza e vulnerabilidade, se ela não queria demonstrar ou evitar criar algum tipo de afeição a um completo estranho ou se não queria perder tempo parada, enquanto poderia gastar melhor seu tempo procurando uma saída. Ela por sua vez demonstrou interesse em sair dali, quebrando a linha de pensamento de Jean. Ela dizia que conheceu pouco do hospital e que das poucas coisas que vira, ficou bastante assustada e em dois talvez tenham mais chances.

Ao se prepararem para sair, ela empunhou o pedaço de cano ensanguentado que estava usando para se proteger e Jean a deteve. Ao vê-la pelo curto período de tempo em que estiveram juntos e julgando tudo o que pode ter passado, Jean resolveu se arriscar. Ele sacava a sua arma e entregava para ela, tomando o cano para si.

Jean: - Pegue Sarah. Com a arma você pode ficar mais protegida enquanto eu fico à frente com o cano. Eu estou mais descansado e sei bem como usar isso. Estamos juntos nessa e temos que confiar um no outro.

Jean confia a Sarah que lhe dê cobertura e espera que ela saiba usar a arma. De qualquer forma, ela vai acabar aprendendo uma hora ou outra.
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MensagemAssunto: Re: Um conto das Colinas Silenciosas - Part II: Pela Escuridão - Jean Dasnoy   Sab Nov 25, 2017 12:17 am




Trilha Sonora:
 


A moça parecia não esperar a ação de Jean de querer trocar de armas, no começo ela parecia ter objeção pois tentava procurar palavras mas logo resolveu internamente que fosse melhor assim. Ela pegava a arma de Jean e ela lhe entregava o cano.

- Mas eu... Eu não sei usar isso, como funciona?

Logo que Jean ensinava Sarah a usar o básico da arma, ela assentia pela instrução e dizia.

- Bom... O nosso caminho à frente... Eu achei uma porta nos fundos, uma porta dupla, parecia outra saída, mas estava trancada do outro lado... Eu não tentei forçar porque não queria correr o risco de fazer barulho e atrair mais daquelas coisas... Também tem uma escadaria que dá pro subsolo mas estão bloqueadas por um monte de macas pesadas e enferrujadas... Também tem uma outra porta perto dessas escadas, eu não sei pra onde leva mas não entrei por que ouvi barulhos vindo de lá, acho que tem mais monstros. Fora isso eu já averiguei a sala de visitas, os banheiros... Onde encontrei uma daquelas coisas... E a cafeteria, mas não tem nada lá, tem mais lugares pra verificar, mas corremos o risco de encontrar aquelas coisas, não sabemos o que tem atrás de cada porta, também tem um elevador mas acho que não está funcionando.

Jean então via que ele e e Sarah juntos tinha lugares para investigar, lugares esses que eram escuros, pareciam antigos e assombrados. A cada momento naquele lugar Jean podia lembrar-se dos seus próprios pesadelos que tivera em momentos de sua vida, pareciam emergir da mesma natureza obscura daquela cidade.

Ambiente dos corredores:
 

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MensagemAssunto: Re: Um conto das Colinas Silenciosas - Part II: Pela Escuridão - Jean Dasnoy   Sab Nov 25, 2017 10:46 pm

Jean entrega a arma para a moça, que com certeza não esperava por isso. Meio receosa ela troca de armas com Jean mas comenta que não sabe usar uma arma de fogo. Jean se pergunta mais uma vez como ela sobreviveu ali e por quanto tempo estaria perdida nessa cidade fantasma. Então ele ensina rapidamente a ela como mirar, segurar com firmeza para apertar o gatilho e se precisar, ensina a recarregar a munição.

Preparados, Jean vai ma frente, entrando no corredor. Ela lhe dissera mais ou menos sobre os lugares por onde passou e as portas que estavam bloqueadas. Jean sempre foi curioso mas ele precisa achar a saída daquele lugar ou um refúgio. O hospital seria um refúgio interessante mas para isso Jean teria que ter um controle das entradas e limpar o lugar de qualquer ameaça.

Jean: - Bom, vamos com cautela por salas que eu consideraria como locais importantes podemos começar pela farmácia e a sala de estoque ao lado. Para continuar talvez possamos entrar na próxima sala, a sala de visitantes, a menos que tenha alguma objeção. Depois podemos dar uma olhada nas salas de examinação de pacientes e seguir para a sala do plantonista. Depois a sala do diretor, a sala logo ao lado e podemos pular os banheiros por enquanto e seguir para a grande sala. O que acha?
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MensagemAssunto: Re: Um conto das Colinas Silenciosas - Part II: Pela Escuridão - Jean Dasnoy   Dom Nov 26, 2017 12:45 am




Trilha Sonora:
 


Sarah assentia positivamente para Jean e logo engolia a seco. O universitário seguia na frente e a primeira parada dos dois é a farmácia onde Jean entrava no local cheio de escuridão. O local parecia ser pequeno, Sarah estava em silêncio e como ele, alerta. Eles entravam e viam que havia frestas no chão por onde saía uma pequena quantidade de vapor. O chão era completamente metalizado e velho como todo o chão do hospital que pisaram até agora, as paredes ainda eram amarelas e manchadas pelo sangue e pelo ferrugem, mas o sangue parecia que vinha dos próprios vãos da parede, como se a própria parede sangrasse.

Haviam estantes dos lados com várias caixas de papelão velhas e de tamanho médio, todas iguais empilhadas só que parecia ter algo mais ali atrás daquelas caixas, nas paredes. Sarah também parecia notar e aponta para Jean que já tinha notado. Quando os dois retiram as caixas da visão da estante, notavam que as caixas estavam vazias, sem nada dentro, mas e então podiam ver que atrás daquelas caixas, havia escritas na parede com sangue:

” Três partes, três atos, três charadas para dois – para reviver a única fantasia empunhada dois Deuses anciões tão cruéis, uma vez reinaram das alturas. Consegues abrir as lembranças do que não aconteceu? ”


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bahamut
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MensagemAssunto: Re: Um conto das Colinas Silenciosas - Part II: Pela Escuridão - Jean Dasnoy   Seg Nov 27, 2017 7:41 am

Jean: - Mas o que é isso. Uma charada?

Mas seria uma charada para que? Estão no meio de um hospital e uma charada escondida na parede atrás de umas caixas não parecia ter importância para Jean.

Jean: - Venha, não temos tempo para ficar aqui tentando decifrar essa charada. Temos mais cômodos para vasculhar.

Ao dizer isso Jean se adianta para sair da sala e seguir para os outros comodos do hospital
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Kamuriel
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MensagemAssunto: Re: Um conto das Colinas Silenciosas - Part II: Pela Escuridão - Jean Dasnoy   Seg Nov 27, 2017 9:56 pm



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Jean escreveu:
Jean: - Mas o que é isso. Uma charada?

Sarah logo respondia:

- É bizarro... Foi escrito com sangue. Que tipo de doente faz esse tipo de coisa?

Ao final ela perguntava, porém a pergunta parecia ter sido soltada ao ar, não para Jean mas talvez para si mesma, como se estivesse pensando alto.

Jean escreveu:
-Venha, não temos tempo para ficar aqui tentando decifrar essa charada. Temos mais cômodos para vasculhar.

Jean logo saía pela porta e Sarah punha as caixas de volta na estante dando uma ultima olhada naquele estranho enigma e por fim seguindo o universitário para fora.

Logo ambos foram para a próxima sala ao lado, era o estoque, porém quando Jean tentava abrir a maçaneta via que a porta estava trancada.

- Acho que não vamos por aí, talvez tenha a chave em algum lugar... Podemos tentar procurar na sala do diretor ou na recepção, ou pulamos essa vamos primeiro pra sala de visitantes?

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MensagemAssunto: Re: Um conto das Colinas Silenciosas - Part II: Pela Escuridão - Jean Dasnoy   Seg Nov 27, 2017 10:11 pm

Jean: - Vamos para a sala de visitas. Continuaremos de forma metódica para vasculhar o local. Quem sabe que tipo de bizarrices testemunharemos. Concordo que aquela charada ainda está na minha cabeça.

Jean falava e continuava o caminho, se dirigindo até a porta da próxima sala. A sala de visitas.
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MensagemAssunto: Re: Um conto das Colinas Silenciosas - Part II: Pela Escuridão - Jean Dasnoy   Seg Nov 27, 2017 11:13 pm


Jean escreveu:
- Vamos para a sala de visitas. Continuaremos de forma metódica para vasculhar o local. Quem sabe que tipo de bizarrices testemunharemos. Concordo que aquela charada ainda está na minha cabeça.

Sarah concordava com a cabeça repetindo:

Sarah escreveu:
-"Três partes, três atos, três charadas para dois – para reviver a única fantasia empunhada dois Deuses anciões tão cruéis, uma vez reinaram das alturas. Consegues abrir as lembranças do que não aconteceu?"

Ela parecia se perder um pouco enquanto Jean abria a porta e dizia:

Sarah escreveu:
- Eu não sei o que pensar disso, talvez não tenha importância.

Logo então Jean abria a próxima porta e ele via a sala de visitas, uma sala espaçosa cheia de bancos e cadeiras velhas e enferrujadas, podres, parecia que estavam lá a muito e qualquer peso sobre elas poderia destruí-las, muito tempo. Como as outras paredes, aquelas também haviam sangue seco por toda a parte, havia também uma grande maca ao fundo, os lençóis estavam amarelados e surrados, sujos também de sangue por toda a parte como se alguém que estivesse ferido dos pés à cabeça tivesse sucumbido ali e então é que se aproximando mais, Jean podia ver que tinha algo em cima da maca, em cima do sangue seco, era um panfleto de turismo velho.

Trilha Sonora:
 

Panfleto:
 

Porém, havia alguma coisa que estava errada, muito errada com aquele panfleto... Podia ser só coincidência, mas seria possível? Aquele panfleto... A imagem dele... Uma lembrança viera como um flashback na mente de Jean, uma lembrança de muito, muito tempo... Como um filme antigo em preto e branco, Jean se lembrava de quando tinha voltado pra casa, ainda criança, voltara da rua da brincadeira com amigos, ele fora direto pra cozinha pra pegar um copo de água, abriu a geladeira, pegou a jarra e quando fechou se deparou com uma fotografia na porta da geladeira. Jean nunca se importou com aquela fotografia, aquela foto sempre esteve ali, desde sempre... E então sua mãe adentrava na cozinha, e Jean perguntava:

Jovem Jean escreveu:
Mãe, que lugar é esse?

A mãe de Jean se aproximava dele olhando para a foto de uma forma estranha, como se estivesse em transe. Ela gentilmente pegava a foto da mão de Jean e dizia olhando para a mesma, um com um olhar profundo e perdido, um leve sorriso, mas um olhar triste:

Mãe de Jean escreveu:
- Esse querido... É um lugar muito especial.

Ela suspirava, tomada por uma euforia silenciosa e dizia:

Mãe de Jean escreveu:
- Este lugar é...

Jean então voltava como de um transe à realidade com Sarah ao seu lado mexendo em seu ombro o despertando de volta ao terrível pesadelo.

Sarah escreveu:
Jean, Você tá bem?

A bela mulher olhava para Jean com um olhar preocupado. Jean então se lembrava... Aquela fotografia, daquele panfleto, estava em sua casa, uma foto que sempre esteve em sua vida, no seu dia-a-dia, em seu cotidiano, agora estava com ele novamente, porém dentro de um pesadelo. Jean lembrava que sua mãe tinha lhe dito que lugar era aquele, ela disse naquele mesmo dia, mas Jean não conseguia se lembrar o que era, o que representava, e ele sentia uma estranha ligação agora com aquele lugar, aquela foto, aquela... Vista...

Rolagem:
 

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MensagemAssunto: Re: Um conto das Colinas Silenciosas - Part II: Pela Escuridão - Jean Dasnoy   Seg Nov 27, 2017 11:55 pm

Jean sai do transr com Sarah chacoalhando seu ombro. Ela parecia preocupada e Jean percebeu que esteve dora de si por uns instantes. A foto, a lembrança, tudo começava a ficar mais estranho ainda.

Jean: - Não foi nada Sarah. Eu só... senri uma tontura, só isso.

Jean escondia de Sarah a lembrança que teve pois não sabia como explicá-la para ela. Enquanto olhava mais um pouco a sala, pegou a foto e a guardou no bolso, para só depois seguir para as próximas salas. Vasculhar este hospital está se mostrando maia complicado do que Jean imaginava. A ansiedade dele começava a aumentar, procurando o que faltava em sua memória. Jean só espera não ter mais surpresas desagradáveis, principalmente com relação àquelas criaturas.
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MensagemAssunto: Re: Um conto das Colinas Silenciosas - Part II: Pela Escuridão - Jean Dasnoy   Ter Nov 28, 2017 10:38 pm

     

Trilha Sonora:
 

Jean escreveu:
- Não foi nada Sarah. Eu só... senri uma tontura, só isso.

Sarah olhou para Jean e se calou, seu semblante pareceu ficar mais sério ao invés de preocupado, como se ela não tivesse apreciado muito a resposta, e então ela olhou para o panfleto novamente e depois para Jean, mas nada disse.

Jean então olhava à sua volta e não encontrava nada além da podridão e da maca cheia de sangue seco que pousava a o panfleto, a escuridão que só era afugentada graças à sua lanterna e a de Sarah. O universitário guardava o panfleto velho e sujo no bolso e ambos saíam da sala voltando para as dependências assombrosas do hospital.

Tão logo saíram, Sarah perguntava à ele:

Sarah escreveu:
- Eu posso ver aquele panfleto que você pegou?

Eles logo se encaminhavam para a sala dos pacientes e já estavam atrás da porta. Independente se Jean deixasse que Sarah visse o panfleto em suas mãos ou não, a dupla entraria pela porta da sala de exames e ao abrir a porta tanto Jean quanto Sarah se depararam não só com o pior mal cheiro que tinham sentido na vida, mas também uma visão perturbadora capaz de chocar qualquer pessoa de estômago frágil e trazê-la noites de pesadelos.

Sarah e Jean viam uma sala mediana de exames, haviam lá três leitos cobertos com cortinas velhas e ensanguentadas do lado esquerdo e do lado direto, com a parte das cabeças encostada nas paredes e os pés virados para a única passagem à frente, porém, uma questão perturbadora é que aqueles leitos pareciam que estavam ocupados por detrás das cortinas. Jean e Sarah viam uma movimentação escura atrás de cada leito encortinado, deitado, ouviam sons abafados de gemidos, gemidos fracos e graves, como se as pessoas que estivessem ali dentro daqueles leitos encortinados estivessem feridas demais até mesmo para pedir por socorro, isso se de fato fossem pessoas que estivessem ali.

Após os leitos à frente, Jean e Sarah podiam ver o verdadeiro horror daquela cena ao final dos 6 leitos "ocupados". Podiam ver que tinha uma pessoa esfolada por completo grudada na parede com um saco marrom escuro cobrindo por completo a cabeça. Estava crucificada com canos enferrujados presos atravessando os pés e as mãos, arames farpados passavam pelo corpo como cordas suspensórias ao teto para segurá-la bem firme na posição onde estava, e ainda por cima... Aquela pessoa esfolada estava com o ventre aberto, duas tesouras médicas das aberturas inferiores ainda estavam lá encharcadas de sangue, como se tivessem sido usadas da mesma forma que um abridor de latas é usado. Jean e Sarah podiam ver os órgãos expostos da pessoa que fora tão esfolada e mutilada que mal podiam reconhecer seu gênero, seus ossos também estavam expostos. Na parede ao lado daquela coisa, haviam uma mensagem escrita em sangue com uma ceta apontada para dentro do ventre aberto da vítima: "Eu duvido que você tenha coragem."

Sarah apertava o braço de Jean, estava apavorada e isso era claro em seu rosto, mas ela ainda se mantinha firme relutante ao deixar que Jean se aproximasse, isso se ele tivesse coragem ou quisesse para se aproximar, passando por aqueles leitos até chegar até... Aquilo e ver de perto o desafio que aquele pesadelo estava lhe propondo.

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MensagemAssunto: Re: Um conto das Colinas Silenciosas - Part II: Pela Escuridão - Jean Dasnoy   Qua Nov 29, 2017 8:57 am

Jean tira a foto so bolso e entrega para Sarah. De cabeça baixa ele se desculpa

Jean: - Desculpe Sarah. Tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo. Essa foto me lembra de minha infância pois havia uma igual a essa na geladeira. Não consigo me lembrar exatamente o porquê mas minha mãe parecia conhecer o local. Não queria te dizer pois não tenho certeza da importância da foto para mim e não queria te dar mais incógnitas dentro deste pesadelo.

Em seguida Sarah e Jean entram na próxima sala. Tudo o que viram até agora não é nada comparado com esta sala. Sons de enfermos em sofrimento atrás de cortinas ensanguentadas, um cheiro horrível e um corpo esfolado e estripado crucificado na parede. Ambos ficaram horrorizados com a sala e com gestos Jean rapidamente sinalizou para Sarah acompanhar ele para fora. Uma vez fora da sala ele tenta respirar melhor o ar longe daquele fedor.

Jean: - Meu Deus. O que foi aquilo. Não voltaremos a essa sala. Não tive coragem de verificar as cortinas. Podia ser qualquer coisa!
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MensagemAssunto: Re: Um conto das Colinas Silenciosas - Part II: Pela Escuridão - Jean Dasnoy   

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Um conto das Colinas Silenciosas - Part II: Pela Escuridão - Jean Dasnoy
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